No momento em que a Escola portuguesa continua a investir em importantes mudanças no sistema educativo, de forma a conseguir uma verdadeira  inclusão para todos os alunos, professores da Escola Básica de Aver-O-Mar participam no 3º encontro transnacional do projeto Erasmus+ i.d.e.a. -Together We Can, em Montorio Romano, Itália, com o objetivo de observar e participar em sessões práticas de trabalho sobre o sistema inclusivo italiano.

De 27 a 31 de maio, e de acordo com um programa de trabalho exaustivo, os professores puderam refletir sobre a evolução do sistema educativo italiano, muito semelhante ao português, perceber a importância das emoções e dos valores de cidadania associados ao conceito de inclusão.

Das várias experiências destaca -se a sessão “Meeting the emotions – The inclusive education in Italy and the psychological variables in the good practices”, por Maria Teodolinda Saturno, professora universitária em Roma e especialista em educação inclusiva de crianças surdas e com dificuldades de aprendizagem; a visita ao Instituto e Escola Estatal para Surdos de Roma, com explicação detalhada das suas práticas de inclusão e inovação pedagógica na área – uma escola inclusiva que “convida” os alunos regulares a estudarem com alunos com deficiência auditiva; a grande envolvência de toda uma comunidade educativa, num projeto comum e único de construir uma escola aberta a todos e para todos; um exemplo onde foi necessário trabalhar no sentido das reformas serem para a verdadeira inclusão. Sendo uma escola só para surdos, criaram-se  turmas mistas com alunos ouvintes e surdos onde  todos comunicam com recurso à linguagem gestual e as aprendizagens são desenvolvidas em moldes muito semelhantes! Mas a inclusão não se limita ao ensino básico e secundário, uma vez que já há boas práticas de inclusão no ensino superior, como tivemos oportunidade de ouvir no diálogo informal com a Reitora da Universidade Roma 3.

A zona de periferia rural, onde se situa o Agrupamento de Escolas de Montorio Romano, parceiro deste projeto, a distância relativa a que cada uma das quatros escolas se encontrava e as limitações que daí advêm,  não impediram a visibilidade de um projeto comum, com um trabalho programado no sentido de serem criadas as mesmas oportunidades para todos os alunos, onde os «casos» se diluíram e deixaram de ser focos de atenção.
Mas na Itália, tal como no nosso País, tudo se  foi construindo e adaptando às necessidades e à realidade do século XXI. Em comparação com o nosso sistema educativo de inclusão, foi possível encontrar  semelhanças tanto legislativas como nas  práticas quotidianas de intervenção em sala de aula.
As escolas italianas têm todos os alunos na turmas  apostando na inclusão, mesmo para os casos das deficiências específicas.

Este 3º encontro concorreu, mais uma vez, para uma aprendizagem in loco, mas também para a reflexão, divulgação e aplicação de práticas que, certamente, virão a encurtar o caminho, que a Escola  de Aver-o-Mar faz, no sentido de a tornar cada vez mais inclusiva!

       Marta Antunes

Coordenadora Biblioteca Escolar
Agrupamento Escolas Aver-O-Mar
Carlos Gomes de Sá

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