9º ano: ranking 2017 – EB de Aver-o-Mar com a maior subida concelhia

By 7 Fevereiro, 2018Direção

 

O texto de Alexandre Homem Cristo, publicado no jornal Observador, em 05.02.2017 (ver link para totalidade do texto abaixo), começa assim:

“Com cerca de 15 anos de vida e indicadores cada vez mais fiáveis, está na hora de se dar o passo em frente: ver nos rankings escolares um ponto de partida para discutir políticas públicas de educação.

Os rankings das escolas fazem parte das rotinas do ano escolar. Isto arrasta duas consequências. A primeira é que, de ano para ano, vão surgindo melhorias metodológicas. A segunda é que, apesar disso, as reações dos agentes educativos pouco variam, denunciando um debate cristalizado no que não importa – por um lado, a comparação privado/público, por outro a ilusão de que uma classificação de escolas diz algo sobre quais são as melhores escolas do país. Sim, há vida para além dos rankings. Mas, sobretudo, ficar só por estas constatações é perder de vista o real contributo dos rankings das escolas: identificar tendências, assinalar boas práticas em escolas, detetar problemas estruturais, realçar os desafios atuais do sistema educativo. Isto é, pôr um país a discutir reformas na Educação, no sentido de a melhorar. E é essa oportunidade que, anualmente, muitos dos agentes educativos em Portugal deitam a perder.

Os rankings não são um ponto de chegada, nem o culminar de um debate. São, sim, o ponto de partida para uma conversa séria sobre um conjunto de problemas que vão ao coração do sistema e que pouco se discutem. (…)

Pois bem, sendo que os rankings valem o que valem, é bem verdade que também não podem ser ignorados. Se é certo que, com maus resultados, contestamos métodos, comparações, princípios… não é menos verdade que esses registos devem merecer (e merecem) discussão no seio da escola. Também não será estranho a ninguém que, quando a escola melhora, se orgulhe disso e, sem falsas modéstias, embandeire em arco! Assim foi. Assim será.

Vamos lá, então, ver os dados relativos às Provas de 9º ano, do ano letivo passado, agora divulgados pela comunicação social, com posições para todos os gostos. Partilhando os dados que serão objeto de reflexão interna, como sempre foram, destacamos, de forma natural, as nossas melhorias, deixando as análises das taxas de retenção para o foro interno, como já estamos a fazer, pois acredita-se, no Agrupamento de Escolas de Aver-o-Mar, que é sempre possível fazer mais e melhor.

Aqui ficam umas ideias gerais dos dados apresentadas em Conselho Pedagógico, com um desafio para que, acedendo às fontes (link no texto anexo), se faça uma análise mais pormenorizada, com todas as reservas e nuances que os mesmos contêm, ou seja, e como refere a citação inicial, ajudar-nos a identificar tendências, assinalar boas práticas na escola, detetar problemas estruturais, realçar os desafios atuais, isto é,  ajudar o Agrupamento a melhorar o seu desempenho, a desenvolver a sua Missão.

Não embandeiramos em arco, mas sentimos orgulho no caminho que estamos a percorrer e, tal como já o fizemos aquando da divulgação dos indicadores relativos às Provas de Aferição, importa parabenizar toda a comunidade educativa: os alunos, os professores (atuais e antigos, pois há todo um trabalho de anos anteriores que vai dando frutos), pais e encarregados de educação, funcionários e todos os parceiros da escola, institucionais, empresariais ou mesmo particulares.

Algumas linhas de leitura possíveis, quando comparamos os resultados de 2016/17 com o ano letivo anterior:

a) uma subida, em termos gerais, de 351 lugares (a maior subida do concelho: 615» 264), sendo de 67 lugares a melhoria quando se analisa o ranking de sucesso;

b) neste caso, o indicador de sucesso de 5,15% é o mais elevado dos agrupamentos, superado pela ES Rocha Peixoto (6.8), ES Eça de Queirós (11,5) e Colégio de Amorim (11,5);

c) melhoria da média geral (0,47) e subida do valor esperado (0,17);

d) manutenção dos valores de ASE, com ligeira subida da escolaridade dos pais e descida da das mães.

No concelho, a EB de Aver-o-Mar é o estabelecimento onde os pais apresentam a mais baixa taxa de escolaridade (7.32 pais e 7 as mães), sendo também aquela que apresenta a mais elevada taxa de alunos subsidiados (61,8%).

Em 2015/16 o Agrupamento estava na posição 615 (lugar 433 no ranking de sucesso), isto depois de ter subido do lugar 944, onde estava em 2014/15, quando foi a pior escola do concelho; no ano anterior, em 2013/14, estava no lugar 1171, estando a última escola do concelho na posição 1194 do ranking.

Numa análise mais minuciosa, em termos de disciplinas, regista-se que:

Português: subida de 1002º em 2016 para 279º neste ano, a maior subida do concelho (723 lugares), sendo a 3º melhor escola pública do concelho e o melhor agrupamento, quando se analisa o ranking do sucesso; a melhor escola do concelho quando se analisam as escolas do contexto 1 (o mais desfavorável), sendo também das primeiras em termos do distrito (5º lugar no distrito do Porto, em Português, no contexto 1).

Matemática: subida de 543º em 2016 para 218º neste ano, a maior subida do concelho (158 lugares), sendo a 4º melhor escola pública do concelho e segundo melhor agrupamento, quando se analisa o ranking do sucesso; a segunda melhor escola do concelho quando se analisam as escolas do contexto 1, sendo também das primeiras em termos do distrito (10º lugar no distrito do Porto, em Matemática, no contexto 1).

Dados completos da EB de Aver-o-Mar:

Rankings Provas 9º ano 2017

 

Texto completo de Alexandre Homem Cristo:

Texto jornal Observador

Carlos Gomes de Sá

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